Como saber se meu filho tem TDAH? (Parte I)

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Olá! Hoje vou dividir com você uma parte do meu mundo: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Faz parte do meu mundo porque meu filho que tem seus 11 anos e é um pré-adolescente possui esta neurodiversidade. 

Em primeiro lugar, saiba que, não há uma resposta simples, um diagnóstico, só vem se houver um trabalho multidisciplinar bem feito, com médicos de áreas que a maioria das pessoas não gosta nem sequer de ouvir falar.

É preciso um bom profissional, psicólogo, neurologista, psiquiatra infantil, e também um histórico bem desenhado por parte dos pais, que como observadores, conseguem perceber que a criança que tem em casa, não é igual aos coleguinhas da mesma idade. O ideal é que se procure um profissional que conhecidamente trabalha com pacientes na idade do seu filho, que tenham TDAH.

Em segundo lugar, é preciso perder o medo, de visitar um psicólogo, terapeuta ou mesmo o já dito psiquiatra, isto não é sinal de loucura, pelo contrário, é sinal de sanidade. E é importante frisar, que nem todo profissional sabe as respostas, e nem todos são dignos de confiança cega, como mencionei, se você procurar uma clínica com profissionais que reconhecidamente conhecem bem o transtorno, suas chances de ser bem atendido e ter seu filho em boas mãos é bem maior.

Um detalhe importante aqui, é a informação de que muitas pessoas com TDAH só descobrem o transtorno quando adultos, ou seja, o estigma do bom e mal comportamento ainda é imperativo na maioria dos lares.

Então, o que é TDAH?

Quando meu filho realmente foi diagnosticado com TDAH, e o psiquiatra me informou que o tratamento seria com uso de remédios, lembro de ficar olhando para o rosto do médico e internamente me questionando “Isso quer dizer remédios? O que isso significa? Precisa mesmo dessa medicação? Ele vai ficar dopado? O que vão pensar dele? E aquele povo todo que é contra medicação?”… Lembrei da música da Luna “São tantas perguntas!”.

Uma explicação longa tomaria praticamente todo o espaço deste artigo, então vamos resumir um pouco. Segundo o site www.TDAH.org.br, um dos mais conhecidos em língua portuguesa, o TDAH é:

Um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Não é correto chamar de doença, até porque, não há cura e TDAH não se ‘pega‘! Atualmente uma denominação muito interessante para este tipo de transtorno é neurodiversidade.

Considerando que cada pessoa é única, um indivíduo que é considerado normal, pode ser chamado de ‘neurotípico’ e quem tem alguma diferença, pode ser chamado de ‘neurodiverso’. Soa bem melhor, não acha?

Mas TDAH existe mesmo?

Por incrível que pareça, esta pergunta assombra mais pais e professores do que deveria. É a falta de informação agindo, o que pode acabar atrapalhando e muito o diagnóstico, o que vai ajudar a atrasar o tratamento, e pode comprometer toda a vida da criança.

Sim, TDAH existe, não tem causas definidas, e é comumente encontrado em famílias cujos pais também possuem TDAH, ou seja, as chances de que você tenha – caso seja o progenitor (pais biológicos) é bem ampla.

Não vale pensar que isto é uma ‘doença nova’, ou coisa da moda, esta ideia não poderia estar mais incorreta.

O que acontece é que agora, nas últimas décadas, começamos a olhar mais para uma parte do nosso comportamento que antes era tida como imutável e pertinente a personalidade.

Se você começar a procurar na sua família por comportamentos padrões em parentes mais distantes, vai notar que tem pais, tios ou mesmo avós que era considerado ‘avoados’ ou muito ‘enérgicos’, o que remete ao comportamento distraído ou hiperativo.

Em uma época em que as pessoas não tinham conhecimento sobre psicologia ou comportamento infantil, é de se esperar que este tipo de neurodiversidade não fosse notado, concorda?

E você? Quais suas dúvidas? Conta pra gente nos comentários! No próximo post, traremos mais conteúdo sobre o tema: Como saber se meu filho tem TDAH? (Parte II). Até lá!

 

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